Defasagem de preço da gasolina brasileira chega a 40%, mostra Richard Rytenband

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A defasagem dos preços da gasolina da Petrobras nas refinarias em relação ao mercado internacional segue aumentando e já ultrapassa a faixa dos 40%, de acordo com levantamento do economista Richard Rytenband, CEO da Convex Research, feito com base em dados do terminal Bloomberg.

Enquanto os preços internacionais estão acima da faixa dos R$ 4,5 para o litro da gasolina nas refinarias, no Brasil o preço é de R$ 3,24.

“O diferencial do preço da gasolina no mercado internacional aumenta de forma significativa em relação ao da Petrobras. Hoje seria necessário um aumento de mais de 40% para alcançar a paridade. Na atual dinâmica, é uma ‘bomba relógio’, disse Rytenband, em postagem no seu perfil do Instagram.

Há poucos dias, um outro levantamento do economista mostrava que a disparidade estava na faixa dos 25%. No entanto, as fortes altas do preço do barril de petróleo, impulsionadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia, fizeram com que a defasagem aumentasse de forma ainda mais significativa.

Na última segunda-feira (7), o barril do Brent atingiu os US$ 140 nos mercados internacionais, após informações de que os EUA e a Europa estavam estudando interromper as importações de petróleo da Rússia em resposta aos ataques na Ucrânia.

Para se ter ideia do tamanho do aumento em poucos meses, no começo do ano o barril do brent era negociado a cerca de US$ 80, o que indica uma alta de 75% em relação à máxima registrada ontem.

Caso a Petrobras decida repassar o reajuste, o preço da gasolina para os consumidores finais teria forte aumento – o que traz impactos de popularidade para o governo, principalmente em um ano de eleições.

Por isso existe uma pressão para “segurar” o repasse dos preços. Nesta segunda, o presidente Jair Bolsonaro convocou reunião para discutir a questão e depois fez declarações à imprensa, destacando que “não era admissível” reajustar o preço nos postos de gasolina em mais de 50%.

Assim que as declarações do presidente foram divulgadas, as ações da Petrobras despencaram mais de 7% na Bolsa de Valores.

Para Rytenband, é importante debater as questões de Estado de forma técnica e fugir do populismo, aprendendo com os erros do passado – e evitando cometer os mesmos no presente.

Veja abaixo o gráfico que mostra a discrepância de preços entre a gasolina brasileira e a internacional:

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