Empregos produtivos estão sendo trocados por “bicos” nos EUA, alerta economista

Os dados do relatório Payroll sobre o mercado de trabalho nos EUA mostraram a abertura de 199.000 novas vagas em novembro e a redução da taxa de desemprego para 3,7%. No entanto, fazendo uma análise mais detalhada, há uma distorção dos dados, segundo o economista Peter Schiff, CEO da Euro Pacific Capital.

Ele destaca que pouco antes do Payroll, o relatório da ADP veio abaixo das estimativas: o mercado esperava 130.000 novos empregos no setor privado, mas foram criados apenas 103.000.

“Esses são os empregos produtivos que precisamos, que possuem salários maiores. Provavelmente, as pessoas que perderam os empregos na indústria conseguiram um trabalho de meio período em um restaurante ou hotel, ou fizeram algo diferente para compensar a renda perdida. Mas para isso, elas precisam de 2 ou 3 empregos. As pessoas estão trocando um bom emprego por vários ruins”.

Outros pontos que precisam ser notados

Richard Rytenband, analista-chefe da Convex Research, também vem ressaltando há algum tempo a deterioração do mercado de trabalho nos EUA. Segundo ele, alguns pontos que precisam ser avaliados, além do resultado final que é divulgado pela mídia.

Taxa de participação no mercado de trabalho
Se as pessoas saem da força de trabalho, mesmo estando aptas a trabalhar, elas deixam de entrar nas estatísticas e pode haver uma falsa impressão de que o desemprego está baixo.

Taxa de respondentes
A taxa de respondentes das pesquisas nos EUA vem caindo de forma considerável, o que também pode impactar o resultado trazendo volatilidade para a pesquisa.

Revisões dos dados anteriores

Analisar as revisões dos números que já foram divulgados sobre o mercado de trabalho também podem sinalizar alguma tendência. As últimas revisões dos principais indicadores de emprego têm sido sempre para menos, mostrando um número bem abaixo daquele que havia sido apresentado na primeira divulgação.

Peter Schiff também citou as revisões constantes dos números, sempre para menos.

“Atenção! Os números de novembro provavelmente serão revisados para baixo no próximo mês. Portanto, não teria sido um sucesso, mas sim um fracasso. Mas isso não importará para ninguém, porque as pessoas estarão concentradas nos números provavelmente positivos de dezembro, que por sua vez poderão ser revisados para um fracasso em janeiro, e assim sucessivamente”, destacou o gestor.

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