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“Você acha que sempre vai escapar, mas uma hora o Brasil te pega”

22.Março.2021

“Você acha que sempre vai escapar, mas uma hora o Brasil te pega”. A frase, de autoria de Freddy Rytenband, pai do economista e CEO da Convex Research, Richard Rytenband, é conhecida dos assinantes dos relatórios da Convex e de todos que seguem a casa de análise nas redes sociais. Mas afinal, o que ela quer dizer?

De uma maneira clara e direta, Freedy Rytenband se referia ao risco-Brasil e a todos os efeitos que ele causa nos investidores, empreendedores e na população em geral. 

O risco-país é um conceito econômico que mostra que mudanças no ambiente de negócios de um determinado país impactam negativamente a sua atratividade perante os investidores e, consequentemente, afetam o valor dos ativos.

Alguns exemplos claros do risco-Brasil vêm acontecendo recentemente e preocupando os investidores. Um deles foi a mudança na política de preços anunciada pela Petrobras no início de fevereiro, que provocou reações negativas no mercado e gerou desconfianças em relação à ingerência do governo sobre a companhia, levando analistas e investidores a questionarem a decisão.

Não bastasse isso, poucas semanas depois, o presidente Jair Bolsonaro decidiu trocar o comando da petrolífera, substituindo o executivo Roberto Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna, primeiro militar a assumir a estatal. A notícia caiu como uma bomba no mercado e as ações da empresa desabaram mais de 20% no pregão seguinte ao anúncio.

Outro fato que gerou grande instabilidade no mercado financeiro foi a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, de anular as condenações do ex-presidente Lula e torná-lo elegível novamente. Logo após o anúncio, a Bolsa levou mais um forte tombo, com perdas de 4% em um único dia.

Segundo Rytenband, a frase “você acha que sempre vai escapar, mas uma hora o Brasil te pega” traz um importante insight. “Desde bem cedo, meu pai me apresentou o chamado risco-Brasil, mostrando que mesmo que apareçam muitas oportunidades no país, para sobreviver no longo prazo, o patrimônio precisa estar diversificado globalmente, com boa parte em moeda forte. Caso contrário, em algum momento, o ‘Brasil te pega’”, afirma.

O economista destaca que ao longo da história existem muitos exemplos de como o risco-Brasil afeta negativamente todo ambiente de negócios. “Tivemos planos econômicos mirabolantes, confisco, inflação elevada, mega desvalorizações da moeda nacional e todo tipo de intervenção na economia. Enfim, tudo que prejudica a economia real e dilapida o patrimônio dos investidores”, afirma.

Por isso, ele aponta a necessidade dos investidores brasileiros manterem o patrimônio diversificado de forma global e estruturado de maneira convexa, sempre se protegendo de grandes crises.

 “Quando se trata do seu patrimônio, jamais abaixe a guarda. Tenha a ambição de se manter investidor por toda vida”, aconselha Rytenband.

 
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