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Cotas de Fundos de ações acumulam queda em 2020

24.Setembro.2020

2020 não tem sido um ano fácil para os gestores de fundos de ações. A pandemia de Covid-19, que começou a afetar a Bolsa brasileira em fevereiro, provocou um forte mergulho do Ibovespa em março e mesmo a alta posterior não foi suficiente para anular todas as perdas do ano.

De janeiro até o dia 18 de setembro (dado mais recente disponibilizado), todos os tipos de fundos de ações classificados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) registraram quedas expressivas, que variam entre -6,86% (fundos Ações Livre) e -18,93% (fundos Ações Dividendos), como mostra a tabela abaixo:

No mesmo período, o Ibovespa registrou perdas de 14,10%. Muitos tipos de fundos, portanto, tiveram um desempenho pior do que o principal índice da Bolsa brasileira.

É importante lembrar que esses dados levam em consideração a média de rentabilidade de todos os fundos de cada tipo. Se analisarmos os fundos de ações individualmente, veremos que muitos perderam bem mais do que isso - alguns acumulam queda de mais de 40% no ano.            

Por isso, é preciso ter cautela antes de escolher um fundo para alocar seu capital. No final, você deve se questionar se não poderia fazer a seleção dos seus próprios ativos, de uma maneira segura e visando a preservação de capital.

 Para Richard Rytenband, economista e CEO da Convex Research, o mais importante em uma carteira de ações vencedora é a consistência dos resultados no médio e no longo prazo. Afinal, de nada adianta uma valorização expressiva em um ano, se o gestor devolver tudo o que ganhou e mais um pouco no ano seguinte.

“O que vale são os resultados concretos. Para isso, é necessário ter conhecimento de base e as melhores ferramentas. Além disso, o mais importante é o mindset preparado e atenção aos sinais do mercado”, afirma.

Exposição Convexa aos Mercados

A carteira Visa Ações, focada no mercado acionário, da Convex Research, acumula uma valorização de 30,88% em 2020 (em reais, até as 12h do dia 22/09), bem acima da rentabilidade verificada no mercado, resultado de uma montagem de estrategia mais defensiva que teve inicio no último trimestre de 2019.

Já o portfólio Global da Convex, que engloba as recomendações do Visa Ações, CFM (Cripto Fragility Model), reserva de valor e commodities, registra uma performance de + 63,91% no ano (em reais, até as 9h do dia 23/09).

De acordo com Rytenband, para se manter por muito tempo no mercado é necessário ter uma postura convexa – ou seja, os investimentos são feitos de uma forma em que as perdas são menos prováveis e sempre limitadas, enquanto os ganhos são mais prováveis e ilimitados.

“O primeiro objetivo deve ser sobreviver e se preservar. Assim, de tempos em tempos você pode ir mudando de patamar e atravessando os grandes ciclos do mercado”, afirma o CEO da Convex Research.

Atuando de maneira convexa, a carteira Visa Ações conseguiu, inclusive, obter valorização durante o crash de março, quando praticamente todos os fundos de ações registraram perdas significativas e em nenhum momento do ano ficou negativa.

Apesar disso, o economista destaca que 2020 tem sido um ano bastante complexo e difícil por conta da pandemia. “Diante deste tipo de cenário, eu sempre falo que não devemos comemorar resultados. Fazemos nosso trabalho, preservamos o capital das pessoas e conseguimos retorno no mercado financeiro. Mas sempre com muito respeito por tudo que está acontecendo”, conclui Rytenband.

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