insights

Economia brasileira segue patinando e deve desacelerar no curto prazo

20.Abril.2021

A economia brasileira segue enfrentando muitos desafios e há grandes chances de queda na atividade no curto prazo, de acordo com os economistas da FGV (Fundação Getulio Vargas).

“Apesar de a atividade doméstica ter começado o ano com resultado positivo nos indicadores mensais, esperamos desaceleração nas próximas divulgações”, disse a entidade, no relatório mensal de Conjuntura Econômica.

Os economistas apontaram que a leve alta da atividade no início de 2021 foi insuficiente para recolocar o país de volta à trajetória pré-pandemia. Além disso, a retomada tem sido heterogênea entre setores, com a indústria de transformação mostrando um resultado satisfatório, enquanto o comércio e os serviços já estão em desaceleração, com destaque negativo para os serviços prestados às famílias e o setor de transporte.

Ainda de acordo com o relatório, este quadro deve piorar mais com as restrições adotadas a partir de março para conter o novo avanço da pandemia no país. Uma amostra dessa piora do cenário pode ser visto nos indicadores de confiança.

Uma prévia das sondagens de março apontou quedas de 5,0 pontos do Índice de Confiança Empresarial (ICE) e de 7,8 pontos do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), correspondentes a recuos, na margem, de 5,5% e 10%, respectivamente.

“Essas seriam as maiores retrações na margem desde abril de 2020, levando os índices ao menor nível desde junho do ano passado. A queda foi generalizada entre os setores, sendo especialmente forte no comércio e nos serviços. Ou seja, os danos para a economia já estão contratados, mantendo o cenário muito negativo no curto prazo. A dúvida é se para a frente o ritmo de vacinação e, portanto, a economia vão melhorar”, questionam os economistas da FGV.

Diante desse cenário, a expectativa é que o PIB (Produto Interno bruto) tenha uma contração de 0,5% no primeiro trimestre e mais 0,5% no segundo.

No segundo semestre, o avanço da vacinação e a consequente reabertura gradual das atividades podem dar continuidade à recuperação, fazendo com que a economia brasileira encerre o ano com crescimento de 3,2% na visão da FGV.

“Esse valor encontra-se abaixo do carregamento estatístico, estimado em 3,6%: ou seja, na média, o PIB este ano deve ficar abaixo do patamar atingido no último trimestre de 2020. Nesse cenário, já levamos em conta a prorrogação do auxílio emergencial, que terá início em abril, totalizando R$ 44 bilhões”, afirmam os economistas.

Banner Insights

Convex

Receba nossa Newsletter

Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência.
Ver Política de Privacidade