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Entenda a importância da reserva de emergência e saiba como investir

23.Setembro.2020

Imagine a seguinte situação: você tem um bom emprego e recebe um salário que atende todas as suas necessidades, ou tem um negócio com uma boa saúde financeira e no final do mês, você tenta separar sempre um dinheiro para investir. Pensando no futuro, você aplica em ativos de longo prazo, como títulos de inflação com vencimento em mais de 20 anos, ações, e outras aplicações que pagam um bom retorno, mas que possuem carência de resgate.

A questão é, diante de um cenário adverso, com a perda de seu emprego ou dificuldades no negócio, como você faria para pagar as contas que continuam chegando? Gastos como aluguel (ou financiamento imobiliário), boletos de energia, água, gás, compras no supermercado e todas as outras necessidades da sua família precisam ser supridas e não podem esperar. Para isso, seria preciso resgatar uma parte dos investimentos, certo?

Pois é ai que entra a importância da sua Reserva de Emergência, que se refere a um montante reservado para eventualidades e imprevistos, como problemas de saúde, demissões e rendimentos menores que os esperados em um momento de crise. O problema é quando o investidor não se atenta aos riscos que esta exposto em seu portfólio e deixa todo seu portfólio de investimentos exposto em ativos sem liquidez. 

Por isso, o primeiro passo para quem está começando a investir é criar a Reserva de Emergência. Essa reserva, também chamada de colchão de liquidez, se refere a quantia necessária para superar um período difícil ou não previsto, e que seja capaz de sustentar as despesas por um determinado período. O ideal é que a reserva de emergência seja suficiente para em uma situação de ausência total de renda e seja possível manter o atual padrão de vida por no mínimo 6 meses  - alguns especialistas indicam uma reserva capaz de suprir as necessidades da família por 12 meses.

Em um exemplo prático, digamos que todos os seus gastos totalizem R$ 8 mil por mês. Neste caso, a sua reserva de emergência deve ser de R$ 48 mil, valor capaz de pagar as suas despesas durante 6 meses em que estiver sem a sua renda principal. Já se seus gastos forem de R$ 10 mil por mês, a reserva deverá ser de no mínimo R$ 60 mil, e assim por diante.

Definir onde alocar a sua Reserva de Emergência é sem dúvidas o primeiro passo para quem está começando a investir e quer se manter investidor por toda vida. 

Onde aplicar

Como mencionamos acima, é importante que o dinheiro da reserva de emergência seja aplicado em ativos com liquidez diária, ou seja, que permitam resgate a qualquer momento sem prejuízo, e que tenham baixo risco de crédito (calote de pagamento do emissor).

Por conta da sua liquidez, os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) pós-fixados podem ser considerados uma opção para a reserva. Isso porque eles permitem resgate sempre que o investidor precisar, sem nenhum tipo de penalidade em relação ao rendimento.

Este tipo de aplicação paga um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) como rendimento. No caso de aplicações com liquidez diária, o ideal é priorizar aquelas que paguem em torno de 100% do CDI.

No entanto, também é preciso se atentar para o risco de crédito do banco que emitiu o CDB. Se possível, priorize títulos emitidos pelos grandes bancos, desde que eles paguem em torno de 100% do CDI - o que é difícil.

Se não encontrar CDBs com essa remuneração nos bancos maiores, sempre invista respeitando o limite de garantia pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O FGC é uma espécie de “seguro” para quem investe em CDBs (e outras aplicações de renda fixa) e garante aplicações de até R$ 250 mil em caso de falência do banco emissor.

As principais características de uma aplicação adequada para a reserva de emergência, são:

- segurança;
- liquidez;
- baixa volatilidade;
- baixíssimo risco de crédito.

Por que você deve ter atenção ao analisar o Tesouro Selic?

O Tesouro Selic, título público negociado pelo programa Tesouro Direto, costuma ser recomendado (erroneamente) para investidores formarem sua reserva de emergência.

No entanto, esses títulos possuem uma pequena parte prefixada na sua remuneração, e isso pode fazer com que o retorno fique negativo em momentos de estresse – exatamente o que está acontecendo agora. (Para entender melhor, clique aqui e leia a matéria sobre este tema).

Isso quer dizer que se você precisar sacar o dinheiro em uma emergência pode acabar com prejuízo, perdendo parte do principal investido. Por isso, tenha atenção ao avaliar se este título seria o ideal para você. 

Por fim, não espere a necessidade se instalar para agir, nem pense que é tarde para começar. Sempre é tempo de dar inicio a este processo para guardar e formar uma reserva financeira. O quanto antes você começar, melhor.

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