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Entenda a tecnologia Ethereum e como ela pode ser aplicada

25.Novembro.2020

O Ethereum ultrapassou nesta semana a marca de US$ 600, maior cotação desde junho de 2018. Já a capitalização de mercado cresceu 28% no último mês, atingindo os US$ 66 bilhões.

Apesar de nesta quarta-feira, a criptomoeda da rede Ethereum ter apresentado pequena queda em relação às últimas 24h, a moeda está entre as principais criptomoedas com maior valorização no ano.

Os números positivos também impulsionaram o volume de negócios, que aumentou de US$ 11 bilhões na última semana para US$ 27 bilhões nesta segunda-feira, um crescimento de 59%.

Mas para entender melhor o que é Ethereum, em primeiro lugar é importante saber que quando falamos da moeda digital, na verdade estamos nos referindo ao Ether (ETH). Este é o criptoativo usado na plataforma Ethereum para pagar pelos recursos computacionais gastos para executar aplicações descentralizadas. Isso quer dizer que o Ether funciona como uma espécie de “combustível” para o protocolo Ethereum funcionar.

O Ethereum foi lançado em 2013, pelo programador russo-canadense Vitalik Buterin, e logo se tornou o segundo projeto mais importante do mundo das criptomoedas, atrás apenas do bitcoin, precursor de todo esse mercado.

O seu objetivo principal é promover a descentralização de tecnologias, eliminando os intermediários e fazendo com os sistemas estejam interligados, sem depender de um único elemento. A ideia é a mesma do bitcoin, que elimina a figura de Bancos Centrais, mas é aplicada a vários tipos de tecnologia, como aplicativos de celular, sites, lojas virtuais, e uma infinidade de outras possibilidades.

Lembre-se de que a maior parte de dados como senhas, logins e informações pessoais que você utiliza na internet são armazenados de forma centralizada em servidores de gigantes como Google e Microsoft, o que aumenta a sua vulnerabilidade. A proposta do Ethereum é justamente fazer com que esse tipo de informação não fique armazenada nos servidores de uma só companhia.

Um outro exemplo são os aplicativos para celulares, que são disponibilizados nas lojas virtuais do Google e da Apple. Ao invés disso, eles poderiam estar disponíveis por meio de uma tecnologia descentralizada, sem depender de apenas uma ou duas empresas.

Movimento DeFi

O Ethereum também faz parte do movimento DeFi (sigla para a palavra Decentralized Finance), que significa finanças descentralizadas. A ideia é recriar os serviços financeiros de forma que não haja um intermediário centralizado (o banco). Dessa maneira, são desenvolvidos contratos inteligentes que colocaram em prática todos os termos de um contrato financeiro, mas sem a necessidade de um banco por trás da operação.

Para promover essa descentralização é utilizada a tecnologia de blockchain, uma espécie de livro contábil virtual que faz o registro de todas as operações individualmente e sempre em uma sequência que não pode ser mudada. 

Apesar de promissor e ter potencial, o ecossistema do DeFi ainda estão em uma fase bastante experimental. Vale a pena estudar sobre o assunto. 

Ethereum 2.0

Entre outros motivos, a alta recente do Ethereum vem sendo atribuída ao lançamento do Ethereum 2.0, uma atualização que tem como objetivo resolver os problemas de escalabilidade da moeda. O seu lançamento está previsto para o dia 1º de dezembro e tinha como pré-requisito que a rede atingisse 524.288 ETH (aproximadamente US$ 315 milhões), o que aconteceu nesta terça-feira (24).

 
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