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Investidores de renda fixa enfrentam futuro sombrio, alerta Buffett

02.Março.2021

O megainvestidor Warren Buffett alertou na carta anual da Berkshire Hathaway que os investidores de títulos de dívida devem se preparar para enfrentar dificuldades. O presidente-executivo da Berkshire disse aos acionistas que é melhor evitar o mercado de bonds, no qual sua própria empresa inclusive é um grande player.

“Os investidores de renda fixa em todo o mundo - sejam fundos de pensão, seguradoras ou aposentados - enfrentam um futuro sombrio”, escreveu Buffett.

Nas últimas semanas, as taxas dos títulos do Tesouro norte-americanos vêm caindo drasticamente, fazendo com que muitos investidores ajustassem seus portfólios aumentando a exposição aos bonds corporativos de alto risco, conhecidos como high yields.

“Alguns investidores podem tentar sugar os retornos patéticos disponíveis mudando sua carteira para títulos de emissores mais arriscados. Estes ativos, no entanto, não são a resposta para taxas de juros baixas”, disse Buffett, em sua carta anual. “Três décadas atrás, a outrora poderosa indústria de poupança e empréstimos destruiu a si mesma, em parte por ignorar essa máxima”, alertou o megainvestidor.

A Berkshire decidiu reduzir ligeiramente suas participações em dívidas corporativas no trimestre, e a grande maioria de seu caixa, cerca de US$ 113 bilhões, foi mantida em títulos do Tesouro de curto prazo. A empresa possui US$ 3,4 bilhões em dívidas de longo prazo do governo dos Estados Unidos.

Mas não é apenas nos EUA que o mercado de bonds passa por uma situação peculiar. Mesmo com incertezas econômicas e graves crises fiscais, o rendimento de alguns títulos de dívida está em um patamar historicamente baixo, distorcendo a sua relação risco/retorno.

Como já comentamos em um artigo, temos percebido  que os estímulos monetários promovidos pelos governos nos últimos anos, ampliados durante a pandemia, estão interferindo no mecanismo de preços destes títulos.

Isso faz com que ativos com bons fundamentos sejam colocados no mesmo patamar de ativos com fundamentos ruins. Além dos rendimentos estarem em um patamar baixíssimo, a duration (prazo médio) dos bonds está muito alta. Isso quer dizer que uma pequena variação na taxa de juros deve causar um impacto enorme no preço dos bonds.

Nos EUA, os bonds corporativos de alto risco atingiram a mínima histórica, divergindo dos atuais fundamentos do mercado.

Na Europa, a situação dos bonds emitidos pelos governos é parecida. Na Espanha, por exemplo, a economia vem mostrando sinais de forte desaceleração. Portanto, era de se esperar que os títulos de dívida espanhóis estivessem pagando uma taxa elevada aos investidores, mas está acontecendo o oposto. Os bonds de 10 anos estão nas mínimas históricas, pagando um yield de apenas 0,198% ao ano.

Mas a Espanha não está sozinha. Itália, Portugal e outros países enfrentam momentos econômicos delicados, cujos reflexos não são vistos em seus títulos de dívida.

Warren Buffett

Warren Buffett está entre os homens mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 92 bilhões pela Bloomberg. Aos 90 anos, Buffett ainda comanda sua empresa de investimentos, a Berkshire Hathaway , ao lado de Charlie Munger, o vice-presidente da companhia e seu grande amigo.

A empresa de investimentos de Buffett reflete seu jeito de pensar e atuar no mercado financeiro. Ao longo dos anos, ele foi comprando ações de companhias que julgava serem negócios sólidos, com muito potencial de crescimento e um preço abaixo do seu valor intrínseco.

Em 2015, a Berkshire Hathaway se aliou com a 3G Capital, empresa de investimentos dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, em uma operação de fusão das empresas Kraft Foods e H.J Heinz.  O 3G Capital ficou com o controle da Kraft Heinz e a Berkshire possui participação de 26,7% na companhia.

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