insights

O preço dos ativos está distorcido? Entenda os possíveis sinais

31.Agosto.2020

A injeção de dinheiro promovida pelos bancos centrais durante a pandemia de Covid-19 causa uma série de consequências nas economias. Uma delas é a valorização no preço dos ativos financeiros de maneira artificial, levantando a suspeita de que estaríamos vivendo uma bolha.

Nos EUA, os principais índices acionários vem renovando suas máximas históricas nas últimas semanas.  O S&P500 valorizou 60% desde a mínima do ano, na metade no mês de março. Já o Nasdaq registrou forte alta de 72% desde o auge da pandemia.

Ações de grandes empresas, como a Amazon, não param de subir. Os papéis da companhia comandada por Jeff Bezos atingiram na última semana a marca de US$ 3.400, o que significa uma alta de mais de 100% desde o dia 12 de março. Na mesma linha, Microsoft, Google e outros ativos – boa parte deles da área de tecnologia – registram valorizações surpreendentes.

“Já dá para chamar de bolha tech stocks ou ainda não?” ironizou o economista Fernando Ulrich, em seu Twitter.

O próprio Ulrich comentou recentemente como a forte entrada de dinheiro nas economias provoca essa distorção acentuada no preço dos ativos financeiros.

“Os Bancos Centrais conseguiram imprimir trilhões de dólares sem que houvesse uma repercussão negativa. No entanto, esse tipo de política provoca efeitos distorcivos na economia, inflacionando o preços dos ativos. É o chamado ‘efeito riqueza’”, disse Ulrich, em live.

A opinião é compartilhada por diversos especialistas. John Rekenthaler, Vice Presidente de Research da Morningstar, ressaltou que não foi coincidência as Bolsas norte-americanas terem disparado à medida que a economia era inundada de dinheiro novo. “A explicação mais simples também é a mais provável: muito do dinheiro criado pelos governos globais durante esta pandemia ‘vazou’ para os preços dos ativos”, afirmou.

No Brasil, desde março, a Bolsa também registrou forte valorização de 60% entre a metade do mês de março e o final de agosto. No último mês, no entanto, o Ibovespa perdeu força, à medida que os investidores começaram a calcular todos os riscos fiscais que o país vem correndo – e que foram fortemente agravados após a pandemia.

 

Banner Insights

Convex

Receba nossa Newsletter

Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência.
Ver Política de Privacidade