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O que fortes quedas da Bolsa, como a desta quarta, ensinam sobre convexidade

29.Outubro.2020

O investidor que se deixa levar pela manada e não se preocupa em acompanhar o cenário econômico global para adotar uma estratégia de investimento, pode pagar um preço bastante alto quando o mercado vai na direção contrária de suas convicções.

Não faltam exemplos de como esse tipo de comportamento tende a ser destrutivo para as finanças, mas em 2020, isso ficou ainda mais claro. Com a crise provocada pela pandemia de Covid-19, muitos investidores sofreram na pele as consequências de uma exposição pouco diversificada e que não leva em consideração o cenário.

Usando um exemplo bem recente, o Ibovespa caiu mais de 4% nesta quarta-feira (28), influenciado pelo aumento das incertezas em relação à pandemia, principalmente por conta das novas ondas de infecção no continente Europeu.

Não há como negar que 4% de queda em apenas um dia é relevante e pode ter um impacto significativo em uma carteira de ativos pouco diversificada e focada exclusivamente em ações brasileiras, diante de um cenário de enfraquecimento de moedas de países emergentes. 

Analisando os papéis individualmente, as perdas foram ainda mais significativas para alguns ativos.  As ações da Azul, por exemplo, despencaram 9,58%, enquanto a CVC encarou uma queda de 9,88% no pregão desta quarta. Já as ações da Petrobras caíram mais de 6%, influenciadas também pela queda do preço do petróleo no mercado internacional.

No final do dia, o Ibovespa devolveu praticamente todo o ganho do mês e voltou para o patamar do dia 02 de outubro.

Também estamos levando em conta apenas as variações do preço papel, sem considerar que muitos investidores operam de maneira alavancada, buscando lucros exponenciais. Uma queda de 10%, como no caso da CVC, para um investidor que opera com alavancagem de 10 para 1 significa a perda total do capital investido.

Os prejuizos de um exposição inadequada vão além da performance de um portfolio de investimentos, podem prejudicar até mesmo a qualidade de vida do investidor.

Por isso, a convexidade nos investimentos é tão importante. Ainda mais em cenários adversos, em que imprevistos acontecem e muitas vezes o valor das aplicações podem ser essenciais.

Em uma carteira de investimentos convexa, as grandes perdas do mercado são pouco sentidas e limitadas. Já os lucros se tornam mais prováveis e podem ser ilimitados.

“Os grandes investidores que se provam no tempo sabem que o primeiro passo no mercado financeiro é a sobrevivência. Aqueles que focam seus esforços apenas em obter altos retornos não resistem por muito tempo”, afirma Richard Rytenband, economista e CEO da Convex Research.

A exposição convexa exige conhecimento sobre gerenciamento de riscos, análise rigorosa dos fundamentos de mercado, acesso a boas ferramentas para que seja possível estruturar uma carteira com alocações estratégicas, focada na preservação do capital.

 

 

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