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Ouro bateu recorde no Ășltimo ano: O que esperar para 2021?

03.Fevereiro.2021

O preço do ouro registrou valorização expressiva em 2020, em meio à crise provocada pela pandemia de Covid-19. Em agosto do ano passado, o metal atingiu sua máxima histórica, ultrapassando a marca dos US$ 2 mil a onça.

No acumulado do ano, o ouro registrou alta de 22% em dólar. Já quando observamos a janela entre o dia 23 de março de 2020 (auge do crash provocado pela pandemia) e o final do ano, os ganhos foram de 30%.

Mas você deve estar se perguntando se após essa alta expressiva o ouro ainda deve continuar se valorizando.

Para responder a essa pergunta, é preciso se lembrar que a característica de reserva de valor do ouro faz com que ele sempre tenha um desempenho acima da média em momentos de instabilidade econômica, como o que estamos vivendo atualmente.

De tempos em tempos, sempre que aparecem sinais muito grandes de incertezas, as pessoas correm para as reservas de valor. Uma delas, que atravessou milênios, é justamente o ouro. Nos grandes mercados de baixa, o ouro historicamente mostra bons resultados.

Um exemplo é o desempenho do índice S&P500 entre os anos de 2000 e 2010. O gráfico de preços mostra que o índice teve dois momentos de forte baixa nesta década.

O primeiro ciclo de baixa entre 2000 e 2003, quando estourou a bolha das “ponto com”, e a segunda entre 2008 e 2010, por conta da crise do Subprime.

Em todo esse período o ouro teve valorização, funcionando como uma autêntica reserva de valor.

As novas máximas em 2020 foram impulsionadas por taxas de juros baixas em muitas regiões, preocupações com a inflação por conta da forte injeção de liquidez nas economias e a crescente dívida dos governos.

Em 2021, a situação segue parecida. O índice de preços ao consumidor nos EUA aumentou 0,4% em dezembro, acima das expectativas dos analistas, após avançar 0,2% em novembro.

Há poucos dias, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou um pacote de novos estímulos à economia do país que ultrapassou a casa de US$ 1,9 trilhão. Com mais dinheiro em circulação, a tendência é que a inflação continue em alta.

Também é importante lembrar que o ciclo de alta das reservas de valor, iniciado em meados de 2019, a partir do estágio avançado da expansão da economia global (late stage) segue em andamento, tornando a exposição a ativos como ouro e bitcoin importante para uma carteira de investimentos convexa - quando as possibilidades de ganhos são maiores e ilimitadas, enquanto as chances de perdas são menores e limitadas.

Mas é preciso se atentar, e não investir em ouro atraído pela valorização passadaO metal deve sempre ser utilizado como uma maneira de proteger a carteira contra riscos econômicos e inflacionários, e não para especular.

Que fique claro: ninguém deve colocar ouro no portfólio pensando em ganhar muito dinheiro, mas sim em se proteger e sobreviver.

 

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