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Personalidades do Mercado: Michael Bloomberg

02.Setembro.2020

Quem se interessa pelo mercado financeiro muito provavelmente já ouviu falar de  Michael Bloomberg, ou pelo menos do seu sobrenome. Ele é o fundador da Bloomberg LP, um conglomerado de mídia e tecnologia que engloba rede de televisão, site e revista, além do terminal de informações financeiras que revolucionou o mercado e é utilizado em grande parte das mesas de operações de corretoras, gestoras e casas de análise do mundo todo.

Michael Bloomberg nasceu em 1942, na cidade de Boston, Massachusetts, em uma família de classe média de origem judaica. Depois de estudar engenharia elétrica na John Hopkinns University e fazer mestrado em administração na universidade de Harvard, ele ingressou no banco de investimento Salomon Brothers em 1966 – na época, uma das maiores e mais importantes instituições financeiras de Wall Street.

Depois de um começo pouco glamuroso no banco, Bloomberg conseguiu uma vaga na mesa de ações, onde passou a se destacar. Sete anos depois, em 1973, ele tornou-se sócio e responsável pela mesa de ações e pelo desenvolvimento de sistemas do banco.

Em 1981, o Salomon Brothers foi vendido para a Phibro, uma empresa de commodities. Com a operação, Michael Bloomberg acabou sendo demitido, mas recebeu US$ 10 milhões de indenização - dinheiro que utilizou para iniciar seu próprio negócio.

Depois de trabalhar mais de 15 anos em Wall Street, Bloomberg tinha uma ideia para um novo negócio. Ele sabia que grandes operadores do mercado financeiro precisavam de informações e gráficos de qualidade, em tempo real, para que pudessem embasar suas decisões de compra e venda de ativos.

Pensando nisso, ele utilizou US$ 4 milhões da sua indenização para criar a Innovative Market Solutions (IMS), empresa que anos depois daria origem à Bloomberg LP. Com apenas quatro pessoas, a IMS iniciou a produção de um terminal que trazia informações atualizadas sobre o mercado de títulos do Tesouro.

Em 1982, a empresa conseguiu seu primeiro grande cliente: o banco de investimentos Merrill Lynch, que encomendou 22 terminais de gráficos e informações financeiras. Além disso, o Merrill Lynch adquiriu uma participação de 30% da IMS por US$ 30 milhões.

Quatro anos depois, em 1986, a IMS já tinha mais de 5 mil terminais instalados nos escritórios de bancos de investimentos e mesas de operações de corretoras e assets managements. Neste mesmo ano, a empresa passou a se chamar Bloomberg LP.

Em 1989, quando a Bloomberg foi avaliada em US$ 200 milhões, Michael Bloomberg recomprou parte da participação que havia vendido para o Merrill Lynch, por US$ 200 milhões – o banco de investimento vendeu 10% e permaneceu com os outros 20% da empresa até 2008, quando Bloomberg recomprou o restante.

A Bloomberg se tornou líder no segmento de informações financeiras e no final de 2015 tinha mais de 325.000 terminais distribuídos ao redor do mundo. Em 2018, seu faturamento atingiu os US$ 10 bilhões, de acordo com o Business Insider.

Além dos terminais financeiros voltados para grandes investidores, Michael Bloomberg criou o grupo de mídia com o mesmo nome que se tornou referência na área de finanças e economia, com rede de televisão, revista e site. Hoje, o conglomerado Bloomberg conta com mais de 19.000 funcionários em 72 países. 

Carreira política

No começo dos anos 2000, quando já era um dos empresários mais bem-sucedidos e ricos do planeta, Michael Bloomberg resolveu iniciar sua vida política. Ele se candidatou à prefeitura de Nova Iorque em 2001, ano do ataque às Torres Gêmeas.

Eleito prefeito da maior cidade dos EUA pelo Partido Republicano, ele assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2002. Em 2005 Bloomberg conseguiu a reeleição e, em 2009, criou uma lei permitindo que se candidatasse a mais um mandato como prefeito da cidade.

Apesar de sofrer duras críticas por concorrer a este terceiro mandato, Bloomberg conseguiu ser reeleito e permaneceu à frente da prefeitura de NY até o final de 2013.

Seus doze anos de mandato foram marcados por uma redução na criminalidade da cidade e pelo ajuste das contas públicas da cidade. Ele abriu mão do salário de prefeito (tinha uma remuneração simbólica de US$ 1), além de abdicar da residência oficial e dos jatos e helicópteros destinados às autoridades.

Durante todo o período em que comandou a cidade mais populosa dos EUA, Michael Bloomberg renunciou ao cargo de CEO da Bloomberg LP, voltando a ocupar esta posição apenas em 2014. No final de 2019, ele decidiu concorrer à presidência dos EUA, mas no começo de 2020 acabou desistindo da ideia.

Fortuna de US$ 55 bilhões

Atualmente, Michael Bloomberg é o 20º homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 54,9 bilhões, segundo o ranking da Forbes.

O empresário também se dedica à filantropia. De acordo com o site oficial da Bloomberg, quase todo o lucro da empresa é direcionado para a Bloomberg Philanthropies, um programa dedicado a salvar e melhorar vidas ao redor do mundo.

 

 

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