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Quadro econ√īmico segue piorando no Brasil, diz FGV

05.Maio.2021

A economia brasileira segue em uma situação difícil nestes primeiros quatro meses de 2021, com o agravamento da pandemia de Covid-19 no país.  O índice composto de indicadores antecedentes (Composite leading indicators–CLIs) da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) caiu 0,32% no Brasil em março, na comparação com fevereiro.

Na mesma direção, o Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE), do FGV IBRE, em parceria com The Conference Board, também mostrou recuo . Além disso, o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, apresentou queda de 0,1%, para 96,7 pontos, com variação acumulada nos últimos seis meses de -2,2%.

Os economistas da FGV (Fundação Getulio Vargas)  destacam que com o ritmo lento de vacinação e a perda do poder de compra das famílias, devido à lenta recuperação do mercado de trabalho e ao choque inflacionário, as expectativas para março e abril são de piora em todos os setores da economia.

“O quadro econômico segue piorando no Brasil, na contramão do que se vê nas economias avançadas. Os dados para março já mostram fortes quedas [nos setores de serviços e varejo], afirma a entidade no relatório “Boletim Macro”.

Além da piora nos indicadores econômicos, as medidas de restrição à circulação em diversos Estados e municípios contribuíram para uma queda expressiva da confiança de empresas e consumidores em março.

 O Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 5,6 pontos, atingindo 85,5 pontos, e o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 9,8 pontos, para 68,2 pontos.

Quadro fiscal preocupante

Os economistas da entidade continuam demonstrando grande preocupação em relação ao quadro fiscal brasileiro e destacam alguns pontos: o impasse orçamentário, o baixo esforço do Executivo em encaminhar reformas que ajudem a controlar os gastos obrigatórios, um ambiente político muito conturbado, e o efeito prejudicial da pandemia sobre os fundamentos fiscais.

“Há o risco de haver mais gastos acima do teto, que tem sido um pilar da sustentabilidade das nossas contas públicas. Fundamentos fiscais mais fracos, em um contexto de elevação dos juros nos EUA, vão continuar desestimulando a entrada de capitais e ajudar a manter o real desvalorizado e os juros de mercado elevados”, afirmam.

Ainda segundo a FGV, a deterioração das condições financeiras por conta do alto risco fiscal impacta a perspectiva de crescimento nos próximos trimestres. A entidade projeta crescimento de 3,2% este ano e de 2,4% em 2022. “Ou seja, a recuperação brasileira está muito aquém do que seria possível e necessário”, criticam.

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