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Selic pode subir para 6,5% na próxima reunião do Copom?

05.Agosto.2021

A Selic, taxa básica de juros da economia, subiu 1 ponto percentual, para 5,25% na última reunião do Copom (Comitê de Política Econômica do Banco Central), finalizada na quarta-feira (5).

Esta foi a quarta alta consecutiva da taxa básica, que no começo de 2021 atingiu a mínima histórica de 2% ao ano.

Para a próxima reunião, a estimativa é de um novo aumento de 1 ponto percentual. No entanto, parte do mercado financeiro já acredita em uma elevação ainda maior.

“Boa parte do mercado já está apostando (e colocando dinheiro nisso nos contratos de DI futuro) em uma alta maior, de 1,25 p.p (125 pontos base), com a taxa indo para 6,5% ao ano”, afirma Richard Rytenband, economista e CEO da Convex Research, com base em informações disponíveis no terminal da Bloomberg.

Para o Grupo Consultivo Macroeconômico da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a recente piora do balanço de riscos inflacionários no curto prazo, agravada pelo aumento nos preços do segmento de serviços, justifica uma elevação maior da Selic nas próximas reuniões.

Com isso, o grupo revisou a projeção da taxa Selic para o final deste ano de 6,5% para 7%.  Até o final de dezembro, ainda ocorrerão três reuniões do Copom.

A equipe econômica da FGV concorda que poderá haver um aumento da inflação de serviços, que ainda segue em patamares baixos.

“A medida de núcleo de inflação deve permanecer em nível mais elevado também, sinalizando que os choques inflacionários podem estar se espalhando para outros preços da economia”, disseram os economistas da entidade, no último Boletim Macro.

Para a FGV, o IPCA de julho poderá fechar em torno de 1%, número que levará a taxa em 12 meses para 9% este mês.

Os economistas destacam que a situação da política monetária brasileira está “longe de ser confortável”. “Os choques inflacionários têm sido expressivos. Difícil prever até onde irá a escalada de preços”, afirmam.

Com isso, cabe ao Banco Central tomar as decisões mais adequadas de política monetária para conter a forte alta da inflação de preços. Mesmo que parte do mercado já espere alta de 1,25 ponto percentual na próxima reunião, nada está decidido.

“Essas expectativas mudam ao longo do tempo, conforme as negociações vão ocorrendo no mercado de juros futuro”, explica Rytenband.

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