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Uma das maiores distorções da Era do Plano Real: Reserva de Emergência perde para inflação

25.Janeiro.2021

Ter uma Reserva de Emergência é fundamental para todas as pessoas e deve ser o primeiro passo para quem está começando a investir. Essa reserva, também chamada de colchão de liquidez, se refere à quantia necessária para superar um período difícil ou não previsto, e deve ser capaz de sustentar as despesas por um determinado período.

O grande problema é que com a Selic (taxa básica de juros) em 2% ao ano, o rendimento dos ativos usados para constituir a reserva de emergência está perdendo para a inflação. Um CDB (Certificado de Depósito Bancário) que paga 100% do CDI, por exemplo, terá um retorno líquido de aproximadamente 1,6% em um ano já descontado o Imposto de Renda.

Ao mesmo tempo, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 4,52% no ano passado e deve permanecer em níveis elevados nos próximos anos. Já o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), índice que captura melhor a inflação no atacado, avançou 23,17% em 2020.

Com a Selic no patamar atual, um investidor que tiver R$ 100 mil aplicado em CDB rendendo 100% do CDI terá um retorno líquido na faixa de R$ 1.600 (1,6%) no final de um ano. Se a inflação se mantiver em torno dos 4,5% em 2021, significa que esse investidor terá uma perda real próxima de R$ 2.900 (2,9%) em apenas 12 meses, descontando a inflação oficial do país.

Considerando um prazo maior, o prejuízo pode ser ainda mais impactante se esta distorção entre a inflação e a taxa básica de juros continuar. 

A verdade é que todas as pessoas que investem corretamente e contam com uma reserva de emergência estão vendo seu dinheiro ser corroído pela inflação e não podem fazer nada. Este é um dos maiores absurdos da economia desde a implementação do Plano Real, há 26 anos, porque não permite nenhuma alternativa para o investidor. 

Afinal de contas, a única maneira de ter um retorno maior do que a inflação atualmente é correndo mais risco de crédito e abrindo mão da liquidez, o que não é recomendado, até porque, isso descaracteriza completamente a Reserva de Emergência, que sempre deve ser aplicada em ativos com liquidez diária e baixo risco de calote.

"Para que essa distorção acabe é necessária a adoção de uma política monetária realista e o primeiro passo seria a correção da própria taxa básica de juros, que está artificialmente baixa, em um patamar completamente distorcido de 2% ao ano", comenta o economista Richard Rytenband.

A importância da Reserva de Emergência

Imagine que você perca o emprego ou tenha uma doença na família. Se isso acontecer, você vai precisar arcar com gastos inesperados e muitas vezes elevados. Por isso, é fundamental ter ativos que permitam resgate a qualquer momento e que tenham baixo risco de crédito (calote de pagamento do emissor).

Por conta da sua liquidez, os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) pós-fixados podem ser considerados uma opção para a reserva. Isso porque eles permitem resgate sempre que o investidor precisar, sem nenhum tipo de penalidade em relação ao rendimento.

O ideal é que a reserva de emergência seja suficiente para uma situação de ausência total de renda e seja possível manter o atual padrão de vida por no mínimo 6 meses  - alguns especialistas indicam uma reserva capaz de suprir as necessidades da família por 12 meses.

Definir onde alocar a sua Reserva de Emergência é o primeiro passo para quem está começando a investir e quer se manter investidor por toda vida. Para isso é necessário estar sempre atualizado e adquirir conhecimento de base. 

Muitas vezes, nos deparamos com um cenário de políticas fiscais e econômicas não desejadas, e que dependem de uma série de ações, são questões complexas, que não possuem soluções fáceis. No entanto,  é fundamental que o investidor tenha consciência e conhecimento sobre o que está acontecendo em nosso país, já que isso impacta não apenas os atuais investidores, como também, as futuras gerações. 
 

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