Bitcoin entra no caixa: empresas começam a tratar a cripto como ativo estratégico

O Bitcoin valorizou mais de 20% nos últimos dois meses, atingindo recentemente a marca de US$ 111.983,00. O movimento tem sido impulsionado não apenas pelo interesse de investidores individuais, mas também por um fenômeno que ganha força: o crescimento das chamadas Bitcoin Treasury Companies — empresas que decidem manter parte de suas reservas em Bitcoin.

Essa estratégia, que começou a ganhar corpo em 2020, tem atraído atenção como uma forma de diversificação de ativos e proteção contra a inflação. O caso mais emblemático é o da MicroStrategy, que transformou sua política de tesouraria ao acumular quase meio milhão de Bitcoins, adquiridos por cerca de US$ 27,95 bilhões até fevereiro deste ano. A decisão mudou o perfil da companhia, que hoje funciona quase como um “proxy” de investimento em criptoativos.

Mais recentemente, outras empresas seguiram o mesmo caminho. A GameStop, por exemplo, anunciou a compra de 4.710 Bitcoins como parte de sua reestruturação, buscando se reposicionar como uma holding de investimentos. Já a Trump Media & Technology Group revelou planos de montar sua própria reserva de Bitcoin, após levantar mais de US$ 2,3 bilhões em capital.

O movimento não se restringe aos Estados Unidos. No Brasil, a Méliuz ampliou sua exposição ao bitcoin ao investir mais R$ 160,8 milhões na criptomoeda em maio— praticamente a totalidade de seu caixa — reforçando seu posicionamento como uma empresa com reservas em bitcoin.

Essa decisão foi tomada cerca de dois meses após a companhia de cashback fazer sua primeira movimentação no ativo digital, quando alocou R$ 24 milhões e afirmou que poderia expandir essa alocação.

A nova estratégia agradou ao mercado e reacendeu o interesse dos investidores por uma ação que vinha sendo deixada de lado na Bolsa.

Desde então, os papéis da Méliuz valorizaram mais de 2,5 vezes, passando de R$ 3,26 para R$ 8,35. A liquidez também aumentou significativamente, com o volume médio diário saltando de R$ 4 milhões para R$ 45 milhões.

Para investidores individuais que acompanham essa tendência, surge uma pergunta inevitável: como se expor ao Bitcoin com segurança, sem depender de decisões corporativas ou exposição direta ao risco? Nesse ponto, modelos quantitativos como o Crypto Fragility Model (CFM), da Convex Research, têm chamado atenção. Desenvolvido pelo economista Richard Rytenband, o CFM analisa dados on-chain de dezenas de criptoativos e calcula, em tempo real, o nível de fragilidade do mercado.

A proposta é oferecer uma carteira recomendada semanalmente, com equilíbrio entre risco e retorno. Desde 2018, a estratégia acumula performance de +1.971,58% em dólares (até 2 de junho de 2025), superando o próprio Bitcoin no período. Em reais, o retorno chega a +3.638,67%, com um CAGR de +62,95% ao ano.

Além dos resultados, os assinantes do CFM recebem relatórios, alertas de oportunidade e conteúdo educativo. A assinatura é voltada a investidores de todos os níveis, com aporte inicial recomendado entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.

Com cada vez mais empresas se posicionando estrategicamente no mercado de criptoativos, o tema das Bitcoin Treasury Companies deve continuar em destaque — e pode inspirar tanto corporações quanto pessoas físicas a repensar sua exposição a ativos digitais.

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