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Mudança na diretoria do BC: por que isso precisa estar no radar

O atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ficará no cargo até o final de 2024. A partir de 2025, a presidência do BC será ocupada por um novo nome, indicado pelo governo atual.

Mas por que isso é importante e merece atenção dos investidores? Richard Rytenband, analista-chefe da Convex Research, lembra da importância da política monetária na economia do país, e destaca o “modus operandi” da atual diretoria do BC.

“É importante entender o que o BC está fazendo e para isso precisamos falar sobre a taxa de juros real neutra – aquela que não incentiva a economia e nem estimula a sua contração. Com os cortes previstos da Selic, o mercado prevê que a taxa de juros vai se aproximar da taxa neutra, mas não ficará abaixo dela. Ou seja, não será uma política monetária expansionista”, explica.

Em resumo, Rytenband pontua que o BC está reduzindo a intensidade da contração econômica, mas sem a intenção de expandir a atividad. “Isso porque há uma política fiscal extremamente expansionista por parte do governo”, explica.

A partir do próximo ano, quando a nova presidência do BC assumir o cargo, os rumos da política monetária ainda são uma incógnita. “Até o final do mandato de Roberto Campos Neto, a sinalização é esta. Depois, ainda não sabemos”, diz.

Gabriel Galípolo na presidência?

Em maio do ano passado, o economista Gabriel Galípolo foi anunciado na Diretoria de Política Monetária do Banco Central. Galípolo era o “braço-direito” de Haddad, ocupando o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

A indicação recebeu críticas de parte do mercado, que destacou que o economista adota uma visão heterodoxa da economia.

Assim que a indicação foi anunciada, o economista Richard Rytenband, CEO da Convex Research, opinou que a a Diretoria de Política Monetária deve ser apenas uma das “etapas” de Galípolo no Banco Central.

“Ele está sendo preparado para ser o presidente do Bacen”, tuitou Rytenband, logo após o anúncio.

Pressão do governo por queda de juros

No ano passado, o presidente Lula fez críticas contundentes em relação à atuação do BC, que ainda mantinha os juros em 13,75% .

A insistência do governo em tentar interferir nas decisões do BC, considerado um órgão técnico, gerou críticas. Há algumas semanas, Roberto Campos Neto – presidente do BC e principal alvo das críticas de Lula, reforçou sua visão de que o BC não deve se envolver em “termos políticos”.

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